15 Outubro 2011

Capitulo 2 - A terra de Primórdio - Guerra entre leões

Capitulo 2

O Leão Branco




      A mais fria das noites! Assim foi o primeiro dia de vida do pequeno leão branco que nasceu em uma cabana na vila chamada de Sesum, esta vila estava na parte do Gelo do continente de “Primórdio”!

Dizia a parteira:
-Ora, como pode sobreviver a tanto frio?
Seu pai respondeu:
-Ele já nasceu grandioso, é um Hassel por natureza!

       Seus pais deram o nome de Sonossé-Ebom que significava “O grandioso leão”. Anos se passaram e o agora jovem leão estava pronto para se tornar um soldado de Sesum, mas não gostava de lutar e seu pai sendo o capitão da do pequeno exercito de Sesum dizia “Precisa de motivos para lutar, e só lutara quando encontrar estes motivos!”, estas foram as ultimas palavras de seu pai que dissera ao jovem leão branco antes de cair em uma emboscada e ser morto por um líder cruel e impiedoso este líder comandava o exército dos Leões Negro.

             O cruel Leão Negro ameaçou toda a vila de Sesum, e a história que percorria toda terra de Primórdio era que no lado tropical da ilha o Líder dos Leões Negros escravizava raças com crueldade e severidade, todos da vila estavam assustados e a lembrança de seu pai foi o motivo para guerrear, o jovem Leão Branco foi colocado como capitão de um pequeno grupo, e quem o havia o ajudado era Jaubater-Fesinar um grande amigo de seu pai. Sonossé seguiu as ordens que o líder lhe ordenou que fizesse, mas algo estava errado, pois o líder ordenou que eles fossem por entre as montanhas e isso demoraria muito, foi então que o jovem pensou “Se nós formos por aqui o reino ficara desprotegido, caso aja um ataque surpresa. Precisamos voltar!” falou para seu grupo que desconfiado de seu raciocínio seguiram suas ordens sem desrespeitar a hierarquia. 

           Quando voltaram viram que a vila havia sido atacada e o líder havia sido morto, todos os leões haviam sido escravizados e apenas alguns soldados sobraram na cidade, isso por que se esconderam embaixo dos corpos ou nas ruínas das casas. 

        O jovem agora era o único líder que eles tinham com a patente mais alta. O jovem Sonossé estava com uma grande responsabilidade em suas mãos, e uma grande missão que era a de salvar seu povo do cruel líder dos Leões Negros, juntando todos os soldados que restou, ele começou o seu discurso.

         “Todos que fugiram morreram como covardes! Sim como covardes que fugiram e que deixaram toda sua raça e sua família para ser escravizada e engaiolada se não extinta de todo o mundo! Mas digo que todos vocês tem uma escolha, a escolha de lutar e reconquistar a honra de salvar nossa raça desses cruéis Leões Negros. Podemos salvar nosso povo fazendo o que fizeram com meu pai, vamos criar uma emboscada e atacarmos de surpresa. Lembres-se, somos tão brancos como a neve.’’

    Enquanto atravessavam a montanhas por um caminho perigoso, mais rápido, o sangue fervia com animo e a plena convicção de vencer o exército de Dêndore, pois foi isso que o líder Sonossé despertou naqueles soldados pacifico lutar para salvar não para ganha território como o tolo líder dos Leões Negros fazia. A jornada demorou menos que três e três noites até que Sonossé pudesse ver o grande exército de Dêndore a vagar pela neve branca e pálida. O jovem Sonossé pensou “Morreremos facilmente com o que temos, a menos que...”

  Voltando os olhos para os seus soldados ele e com um sorriso raro em seu rosto ele discursou mais uma ultima vez antes da batalha.

- Meus amigos, é chegada á hora de usarmos o que a nossa terra nos dá as armas que eles não têm! - Os soldados respeitavam profundamente o que Sonossé dizia e atentamente ficavam em um silencio admirável. - Primeiro iremos sem escudos e apenas com as armas que sejam brancas e que não reflita a luz, usaremos apenas peles de Botuvi (Animais parecido com búfalo mas com uma pele branca com pelo macio igual a lã, este é muito maior que o búfalo comum!) para cobrir a cintura e o nosso próprio corpo, assim ficamos invisíveis no gelo,  atacaremos o exercito de surpresa durante a noite quando acamparem e estiverem descansando, assim será!”.

     Os jovens soldados não dormiram durante toda a madrugada esperando o momento certo para atacar, eles pareciam os antigos leões de Setsum-Madam, com um olhar fixado na presa só esperando ela se descuidar para atacar em uma fúria cruel. É chegada à hora, a lua estava coberta pelas nuvens negras da noite em Alpassór, os soldados se preparam para seguir o plano do líder que acenando indicava onde cada grupo iria atacar e cada um deles seguiram com os corpos encurvados e olhando fixamente para sua presa.Rastejando pelo chão um grupo foi para as gaiolas onde haviam soldados presos, outros foram para as cabanas onde esperaram um sinal para atacar, e por fim o grupo onde Sonossé foram onde o líder dos Leões Negros estava.

         Com menos da metade dos soldados o exército de Sonossé atacou assim que as nuvens descobriram a lua, este era o sinal para atacar, e assim foi feito o grupo que estava encarregado de soltar os prisioneiros soltaram os vario soldados, e o grupo que estava encarregado de atacar as cabanas atacou as cabanas e na ida dos soldados para onde o líder estava mais soldados foram mortos, reduzindo assim a metade do exército de Dêndore que por sua vez deu o alarme avisando a todos que o inimigo estava atacando.

             Os soldados ainda confusos e tentando encontrar os leões brancos que se camuflavam na neve branca, se agitaram e começaram a guerrear. Sonossé-Ebom guiou seus soldados para lutar contra um exército bem preparado e cruel, Sonossé-Ebom por sua vez pensou com seu raciocínio estratégico “Se derrotar o líder dos Leões Negros a guerra ira acabar!”, e assim fez Sonossé-Ebom deixou um soldado no comando e disse “Continue guerreando! Que eu vou atrás do líder!” O jovem fez o que Sonosé-Ebom ordenou e continuou a massacrar os Leões Negros enquanto Sonossé corria e desferia golpes de espadas para se livrar dos inimigos no meio do caminho até a cabana onde o líder estava. Escondido atrás da cabana perto da entrada Sonossé espreitou para ver se conseguia ver o líder que por sua vez atacou Sonossé-Ebom atravessando a cabana.

                 Os dois rolaram no chão em uma luta de espada violenta e sanguinária onde os dois se golpeavam tentando derrotar um ao outro. Ninguém interferiu na luta, os dois se golpearam e Sonossé desarmou o líder dos Leões Negros que caiu esperando o golpe final e Sonossé-Ebom jogou sua espada para o lado e rugiu ara o leão negro que mostrou suas garras e eles lutaram ferozmente até caírem um desfiladeiro com o fundo escuro.
        
             Os soldados pararam quando a silueta do leão negro começou a aparecer subindo o barranco, era o fim da guerra, mas era Sonossé-Ebom quem subia o barranco com carcaça do Líder dos Leões Negros nas costas. Sonossé jogou a carcaça do Leão Negro diante dos soldados que apavorados soltaram as armas se rendendo sem hesitar. O jovem Sonossé-Ebom com as mãos cheias de sangue foi até o astro onde a bandeira de Dêndore estava estiada e a abaixou peou a bandeira e passou suas mãos nela, ele retirou a bandeira e entregou aos soldados e disse “Aqui esta seu rei! Leve para servir de exemplo para os outros da sua espécie aprender que em Alpassór não será escravizada! Voltem pelo mesmo caminho que vieram!” Os soldados que restaram seguiram seus voltaram de cabeça baixa.

        O Jovem Sonossé-Ebom foi escolhido como Líder dos Leões Brancos, sendo assim estava ele encarregado de liderar um povo, pelo tempo que durasse sua vida ou pelo tempo que durasse seu povo.




Capitulo 1 - A terra de Primórdio - Guerra entre leões

Capitulo 1

Assim contavam a lenda





    Em uma terra gelada chamada Alpassór toda uma família de Leões Brancos se reunia em volta da fogueira para ouvir o patriarca contar a lenda do inicio do mundo em que viviam. Segurando um espeto de madeira com vários camundongos ele colocava perto do fogo para dourar mais um pouco, o velho patriarca começava a contar a lenda que tantos outros como ele contava naquela época, passando assim de geração para geração.

- O que lhes conto agora é o que Teudetim-Dobochér contou para Taubolechi-Domone, que por sua vez contou para Matouê-Moterim que escreveu pergaminhos que um dia foi encontrado por Sonetsu-Madari que destruiu tudo por motivos desconhecidos, mas enfim, Sonetsu-Madari tinha um filho que seu tornou líder de um grupo de leões de Setsum-Madam, as primeiras raças de Leões que dominaram a terra. Setsum-Madam continuou a contar a lenda que antes fora destruída por seu pai e assim que todos conhecemos. Mas se foi isso o que aconteceu, eu realmente não sei, apenas foi o que me contaram e que um dia vocês meus jovens contaram para seus filhos.

        “Há muito tempo atrás, antes mesmo de nós Leões Brancos começarmos a andar, ou mesmo, antes dos pandas começarem a pensar e se tornarem os mestres mais admirados de todo o continente de “Primórdio”, o mundo nasceu, como em um suspiro o céu onde descansa nossos antepassados em  forma de estrelas simplesmente apareceu com dia e noite. Quem criou? Dizem que foi um criador de mundos que vive em um mundo onde outras criaturas iguais a ele também tem o poder de criar mundos mas muitos não tem coragem! Sendo este o nosso único criador, ele pensou um mundo vazio não é um mundo, então voltou os olhos para o nada e nosso mundo apareceu, primeiro criando o planeta, depois as águas que cobriram a maior parte da terra, assim na terra que sobrou ele criou as florestas e os frutos, voltou para a água e lá criou seres, levantou as mãos para o Céu e criou a grande bola de fogo que nos esquenta no dia. Mas o melhor havia de vir, como mágica ele pôs as mãos na aguá e disse “Daqui sairão apenas os mais fortes, um dia caçados outros caçando, assim será!”estas palavras deram uma força incrível para estes seres evoluírem e se desenvolverem fora d’água.

         Milhões de anos se passaram e milhares de seres saíram das águas fugindo dos terríveis predadores, estes seres que evoluíram nas milhares de raças que existem hoje. Mas um mistério que até hoje ninguém conseguiu descobrir, quem contou a lenda, dizem que um ser chamado de mensageiro contou isto para Teudetim-Dobochér quando caçava, Teudetim dizia que era um ser evoluído, sem pelos no corpo usando roupas estranhas e segurando em uma mão o que parecia ser um pergaminho com capa onde ele escrevia algo com uma vareta da cor das pedras cinzas da montanhas de Domerát, mas esta brilhava, o mensageiro tinha cabelo grande e era um ser extremamente inteligente. 
      
           Teudetim contou que foi agraciado com inteligência e atributos que o ajudaria a caçar como nenhum outro animal jamais caçaria. Assim me contaram, que o mundo em que vivemos hoje foi criado em um suspiro e com apenas uma palavra conseguimos evoluir daqueles leões primitivos que ainda existem. Vocês meus jovens contaram aos seus filhos como o nosso mundo foi criado da forma como contei e estarão preservando a história do nosso mundo.”

    Assim o velho Leão Branco encerrou a lenda mastigando seus últimos camundongos, já bem dourados no espeto improvisado.